sábado, julho 30, 2005

Ahgay Fâive


Um colega blogger, Pedro, da vida de cão pepiniana escreveu um artigo impírico, em qual poderão consultar a classificação de popularidade, associada directamente ao número de amigos no hi5.O artigo está aqui

Tendo lido, gostaria então de dar seguimento à análise daquilo que é o mais recente fenómeno da Internet. O hi5! ( nem vou por o link, visto que já todos sucumbimos ).
Em portunglês: Ahgay Fâive

Então vamos lá ver...
Tenho que admitir que secalhar já passei demasiado tempo na Internet fosse em jogos, em pesquisas sem fim ou qualquer outra das N coisas que me lembro de fazer. No entanto, a minha vida pessoal não se ressentiu muito o que me permitiu conjugar este hobby. Tendo dito isto admito: Eu sou dos tempos do IRC!

Está dito, i'm out of the closet honey! O IRC era genial. No seu todo era positivo, ou pelo menos para mim foi. Fiz bastantes amigos com quais convivo para não falar da quantidade de raparigas com quais falei.

É impressionante como as coisas evoluem! Abstraindo tudo um pouco será mais fácil explicar o que vejo. Até recentemente "o mercado" era restringido às pessoas que cada um conhecia ao longo da sua vida. Como todos vocês se devem lembrar das vossas aulas de Sociologia, ou não, a inovação da tecnologia provoca por vezes comportamentos “anómicos” nas novas gerações. Pois essa geração somos nós. O tema é grande e hoje apenas vou redigir uma parte do testamento.

Recentemente, e após um spam descomunal de mails para JOIN HI5!!! mais uns tantos popups, decidi então fazer conta e ver do que se tratava. Ei-lo! Através de um simples clique podemos ver, dependendo de orientação sexual, claro, milhares de perfis e fotos de outras pessoas. Fantástico, isso quer dizer que eu posso escolher? Podes! Wooo!
Ah, espera, eles também têm algo a dizer quanto a isso. A sério? Ohhh.

Como o Pedro explicava, os que têm medalha de ouro ( + de 500 “amigos” ) todos têm algo em comum. Normalmente as fotos dos medalhistas consistem de uma de duas coisas: Os homens partilham uma fotografia do seu tronco uber-trabalhado, com o six-pack em esforço e de preferência a suar, enquanto as mulheres, na sua maioria, preferem fazer pose que permita então realçar aquilo que poderá ser de interesse para quem vá ver. Nesta encontramos subdivisões: Os brincalhões metem uma foto de um desenho ou uma imagem ou imitação de erro de Explorer. Depois temos os feios que se escondem ou metem uma foto de grupo com 10000 pessoas. Eu tou lá no meio, a sério! Depois há às chamadas saco de plástico, camarão ou qualquer outra das várias expressões populares. A insegurança e/ou pouca auto-estima quanto à sua cara, leva-os a fotografarem apenas o seu corpo. E depois lá no meio se encontram pessoas que para cada um são normais. Cada um tem a sua concepção de normal, para muitos eu que tenho as fotos que tenho é que sou o freak!

Sinceramente, agora que sucumbi a esta forma de controlo subliminar até tenho que admitir que gostei muito de reencontrar amigos que não via há muito, e que não tinha outra forma de encontrar. O mundo acabou de ficar ainda mais pequeno com o hi5, então conjugado com o telemóvel será a nova era. Não tarda nada há pessoas aí a ir a fotógrafos para tirar uma foto mesmo boa para o Hi5

E isto que fique gravado em pedra. Prevejo para o futuro uma agência ou programa para encontros através de telemóveis da terceira geração. Vão ver, eu ainda vou abrir um consultório com bola de cristal e cartas de tarot e um turbante rasca a inventar mentirinhas e cobrar barbaridades.

Ah, e mudo de nome para mestre prof. Jodass seguindo os ensinamentos do grande mestre prof. Karamba!

sexta-feira, julho 29, 2005

Arranja-me um cigarrito

Ontem de manhã como já é hábito, fui comprar o meu maço de cigarros após ter estado uns 10 minutos a juntar troquinhos para perfazer a quantia necessária. Sim, é o fim do mês... . Conseguida essa proeza fui à minha vida. Estava eu então na rua à espera de um amigo, quando decidi fumar um cigarro. Apenas me apercebi da gravidade da minha decisão pouco depois de o ter começado a fumar. Não é que nem duas passas dei, que me aparece uma personagem à frente com um sorriso e diz: Arranja aí um cigarrito.

Pus-me a pensar: Eu pago 50 paus por cada um, e apenas tenho este maço até ao fim do mês e para além disso não me lembro deste bixo alguma vez me ter dado alguma coisa.

Então fazendo o movimento universal de não com a cabeça disse-lhe que eu não dava para todos. A cara dele mudou em dois tempos e foi-se embora muito chateado comigo.

Ora, não é que passado 30 segundos apareçe outro. Desta vez disse que era o último e novamente o begger foi-se embora com cara de quem tinha perdido toda a família. Claro que nunca seria nada fora do comum se não apareçesse o terceiro a pedir, a qual dei a ponta para nem me chatear mais.

Conclusão: Se fumam na via pública, serão invevitávelmente abordados por várias pessoas que julgam ter o direito a um cigarro vosso.

Não tarda nada nem uma pastilha se vai poder mastigar na rua sem que 3 ou 4 nos peçam uma. Aliás, onde é que começou toda esta mania de abordar pessoas estranhas e pedir alguma coisa? Eu não te conheço de lado nenhum nem tu a mim, mas eu agora vou esperar que tu me dês a cena que te peço, senão eu fico chateado.

Não tarda nada, nem numa esplanada se pode estar, sem que alguem passe e nos peça um bocado da tosta mista e do café, só porque sim.

Tendo isto em conta decidi fazer um bocado de serviço público e por-vos aqui algumas coisas que podem responder caso a necessidade de acender um cigarro na rua seja forte demais para resistir:

- Só tenho de mentol.
- Só se me deres um também.
- Também cravei a um bacano ( Esta permite uma identificação com o begger que o faz ir-se embora sem ser de trombas )
- Só tenho este e herpes.
- São 50 cêntimos por favor, quer factura?
- Estão a dá-los ali na esquina, despacha-te que aínda te dão um maço.

Esta última é a minha favorita, aínda para ser testada, visto que tem características terroristas.

quinta-feira, julho 28, 2005

Uma oportunidade fantástica!

A vida não anda fácil. Como a maioria já se deve ter apercebido estamos mergulhados numa bela duma crise económica que não tem fim à vista. Como se os sacrifícios até agora pedidos tenham sido fáceis, fazem-no novamente obrigando-me cada vez mais a pagar balúrdios pelo meu tabaquinho. E isto tudo para o que? Para eu chegar a Madrid num instante? Não obrigado, prefiro os meus palitos de cancro mais baratos! Tanto que, a minha previsão é de uma nova revolução: A revolução de fevereiro! Sim, porque eu prevejo que irão aumentar pela 120320139gésima vez os preços, e como nós portugueses somos muito práticos e aínda não temos muitos feriados em fevereiro, toca a criar um e já agora derruba-se o governo...

Mas já me estou a perder.

Este texto não é uma crítica política ou ideológica! Muito pelo contrário, trata-se da solução para todos os problemas financeiros de qualquer um. Apenas pretendia pintar o quadro da conjuntura nacional para poderem correctamente apreciar o valor da solução que vos venho apresentar.

Já não tem dinheiro para a gasolina? Para o tabaco ou o shot de aguardente matinal? Sempre quis ter uma casa com telhado e agua canalizada mas não tem dinheiro para esses "luxos" ?

Vender o corpo? Vender a alma? Actividades criminosas? Nada disso! Aliás, para a maioria que usufruir desta possibílidade nem notarão qualquer diferença. Aparentemente já várias pessoas antes de mim descobriram este pato que poe ovos de ouro e tão queridos que eles foram que até escreveram sobre as experiências positivas que tiveram.

WWYS! Eis a solução! We want your soul.com é uma inovadora companhia que compra almas! Claro que este negócio não se aplica a políticos, advogados, qualquer um dos "moradores" do Big Broda ou ao ZCB ( Zézinho Castelo "Sou tão GAY!" Branco). É preciso ter uma para entrar em negociações. Só se tem uma, mais vale vende-la bem.

Este site tem logo um questionário que podem preencher para saberem o valor da vossa alma! Também afirmam que não doi! Para que uma alma quando se tem dinheiro para tudo que se pode querer? Qual Euro-milhões qual que, isso custa dinheiro e nunca se ganha , mas assim...ganha-se sempre!

Fica aqui então um dos testemunhos (traduzido) de um cliente satisfeito:

« Vender a minha alma foi a melhor coisa que alguma vez fiz, não só tenho imenso dinheiro para gastar, como não me tenho que preocupar mais em ser simpático com as pessoas - e desta forma também não me preciso de preocupar com o que acontecerá à minha alma quando morrer. »

" JD, Kensington "

Não digam que nunca vos dei nada!