sexta-feira, setembro 16, 2005

Super Leite


Sinceramente algo está diferente de quando eu era criança. Na altura éramos amamentados com o leite da nossa mãe ou aquele que vem em latas. Hoje em dia certamente será diferente porque os putos cada vez mais crescem mais e mais rapidamente. Cada vez mais altos, fisicamente maduros numa idade mais tenra de quando éramos nós.

Ainda há uns dias fui sair com uns amigos e houve uma rapariga que meteu conversa comigo. Quando a vi, estimei 22 – 23 anos. Após alguma conversa havia uma pergunta que me vinha constantemente à cabeça. Pouco depois lá o perguntei: “ Que idade tens? “. Nesta situação quando me perguntam quantos anos lhes dou, dou apenas meia volta porque já sei que se trata de uma criancinha menor de idade. No entanto esta nem se meteu com brincadeiras e disse 15. Choque! Como é que uma rapariga de 15 aninhos tem um corpo com as medidas da Jessica Alba? Quando eu tinha aquela idade, as raparigas mais se assemelhavam a rapazes e não a mulheres. Chamávamo-lhes carinhosamente Tábuas de engomar ou de surf devido aos atributos peitorais ou falta deles.

Hoje em dia já com 13 anos as miúdas usam duplo D como a Pamela e vestem-se como strippers. Como se não fosse suficiente estão mais frescos os putos. Nunca me passaria pela cabeça com aquela idade meter-me em broncas com pessoal mais velho mas estes até o procuram. Nesse aspecto estão mais estúpidos porque levam, secalhar um efeito secundário do Super-Leite. Então elas metem-se com qualquer gajo à descarada que nós até ficamos sem saber o que fazer. Aliás, que raio de pais são estes que deixam as filhas sair assim e para estes sítios? Novamente, deriva do efeito secundário nas miúdas uma libido super activa e sob-desenvolvida.

Por um lado os putos divertem-se mais e em algumas alturas dou por mim a pensar: “Mas porque é que eu não tenho menos 7 anos sabendo o que sei hoje?”
Por outro lado, mais difícil será sentirem os prazeres de uma relação monogámica.
No entanto, quem é que precisa de monogamia quando podem ter sexo louco diariamente com parceiras diferentes, giras e bem feitas?

Tens lume?


Num post anterior falei sobre os fumadores do SG Crava e hoje chega o momento de adereçar outro problema relacionado com o consumo desta droga que é o tabaco.

Na nossa sociedade, e entre colegas toxico-dependentes há sempre a possibilidade de contactar o outro sexo através da pergunta relativamente ao isqueiro. Isto é a única coisa positiva que vejo com este instrumento. De resto só serve para ser perdido, posto no bolso por distracção , posto no bolso por cleptomaníacos ou posto no bolso por alguém que imediatamente reclama o direito de propriedade.

Tendo aprendido estas coisas por experiências várias comprei isqueiros com as cores mais tonis possíveis imagináveis para que quando chegasse à altura de o tirarem do bolso e olharem para ele, sem hesitarem me devolvessem o MEU isqueiro. E mesmo quando alguém tentava, metendo a mão no bolso e dizendo ao mesmo tempo: “Não, este bic...”, depois olhavam para o isqueiro, “cor de rosa com bolinhas amarelas???, ahmm é meu...” era possível reave-lo.

Até aqui a teoria funcionou, mas quando confrontado com raparigas, o problema ainda é pior, porque se há alguma verdade neste mundo é que elas escolhem os isqueiros mais irreais que existem e são bem capazes de reclamar propriedade sobre o maior atentado à moda isqueirina que acabaram de meter no bolso.

E assim fico eu reduzido a uma caixa de fósforos que ninguém reclama como seu por ser o terror!

Por amor ao vício, se pedem lume não fiquem com o isqueiro também!

quinta-feira, setembro 15, 2005

Geração Rasca já foi...

Eu ainda sou do tempo em que uma televisão LCD com quarenta polegadas só custava cem escudos. Nessa altura diziam que fazia parte da Geração Rasca! Se bem que nunca entendi o porque de algo tão depreciativo para com a minha geração tenho que reiterar esse rótulo e corrigi-lo. Podem-nos chamar de rasca mas nós sabemos melhor e para prova-lo revelarei o nosso verdadeiro nome mais adiante.

Antigamente, quando se podia comprar um bilhete de metro por 20 cêntimos ( leia-se 40 escudos ) e beber um café por ainda menos os jovens ao chegarem à maioridade eram confrontados com uma decisão. Saio ou não de casa? A grande maioria saiu de casa e aterrou na vida real tendo que trabalhar que nem cães para poderem comportar os custos. Apenas foram, porque havia um grande argumento contra ficarem na casa dos progenitores: Não podiam dar as quecas com as namoradas à vontade! Logo, toca a arranjar uma barraca para lá viver. E assim se dava a entrada na vida real, de facto unicamente propulsionado por esse facto incontornável, pensavam eles, acarretando com custos de comida e manutenção de uma casa sem contar com o tempo aí gasto.

Mas depois chegaram as novas gerações, que confrontados com factos económico-sociais mais complicados que os dos seus antecessores se viram forçados a pensar melhor na altura da tal decisão. E eis que a nova geração marcou a diferença, tendo encontrado uma alternativa.

Um jovem que até esse momento ficava a viver com os pais era considerado uma imensidão de coisas negativas. Hoje, pretendo-vos desmistificar a razão por qual cada vez mais jovens ficam durante muito mais tempo com os pais.

Em casa comem a comida que é boa e não custa. Em casa podem dormir, tomar banho e tudo que precisam excepto satisfazer uma necessidade biológica. Ora, se assim é, faz-se como os homens durante a sua crise de meia idade e vai-se ao hotel! Assim nasce a geração Ibis, evoluindo a forma de pensar dos nossos dias. Seja o hotel usado Ibis ou um de uma estrela no bairro alto, o necessário está lá. Com ou sem “ fenêtre “ tem sempre uma cama e uma casa de banho. Os custos são bem menores que comprar ou viver fora do covil. Mão à palmatória, mas também não é tudo mel...

Serão giros os percalços de alguns rapazes cujo nome já está na base de dados do hotel e a rapariga com quem estão se pergunta pelo porquê. Fica desde já esta pequena referência para futuros utilizadores deste tipo de serviços, usem nomes diferentes.